quinta-feira, dezembro 14, 2006

Alterações da Pele na Gravidez

A pele, durante a gravidez, revela profundas modificações que ocorrem no organismo materno. Mesmo sendo alterações fisiológicas (normais do organismo, sem significar doença), podem ser motivo de angústia para muitas gestantes.
Essas alterações podem permanecer após o parto ou desaparecem espontâneamentee, a não ser em casos extremos, não merecem tratamento.
- Alterações da pigmentação da pele:
As alterações pigmentares (manchas na pele) podem ocorrer em 75% a90% das gestantes, de forma e localizações variáveis, provavelmente devido à elevação de alguns hormônios. O melasmas apresenta-se como uma máscara gravídica, atingindo mais cumumente a face das mulheres de pele mais escura ou as mestiças. O uso de fotoprotetores físicos e químicos é essencial na prevenção do problema e que devem ser indicados pelo obstetra, dermatologista ou esteticista. Algumas áreas da pele podem escurecer, como a fronte, nariz, axilas, face interna das coxas e períneo, assim como as cicatrizes. Sardas e evos pigmentados (sinais) também podem sofrer escurecimento. Também é comum o escurecimento da aréola mamária.
Após a gravidez, em muitos casos, ocorre regressão parcial ou completa de hiperpigmentação, não devendo ser tratada com despigmentantes durante a gravidez e lactação. dve-se esperar o desmame para se instituir qualquer tratamento.
- Cabelos, pêlos e unhas:
Também de forma fisiológica, durante a gravidez, é comum ocorrer um crescimento mais intenso dos cabelos, devido ao prolongamento da fase de crescimento dos mesmos (anágena), especialmente no terceiro trimestre. E, observa-se com frequencia o aumento de queda dos cabelos após o parto, denominado eflúvio telógeno. Neste caso, não há necessidade de tratamento, pois os fios voltarão a crescer posteriormente, no começo, mais finos, e depois voltam ao normal.
As unhas também podem sofrer alterações, como fragilização e descolamento.
- Alterações Glandulares:
As glândulas sudoríparas (do suor) também podem se alterar na gravidez, podendo ocorrer um aumento na incidência de miliária (brotoeja) e da hiperidrose (excesso de suor). Já o funcionamento das glândulas sebáceas (que produzem a oleosidade da pele), o comportamento é imprevisível, podendo desencadear ou não acnes na gestante. Algumas mulheres que já tinham acne antes de engravidar melhoraram, outras mulheres podem apresentar acne pela primeira vez na gestação.
- Estrias:
O tecido conjuntivo também sofre modificações, dando origem às estrias, o que acontece em cerca de 70 a 90% das gestantes, especialmente a partir da 24ª semana de gravidez, não sendo explicadas apenas pela distensão do abdômen. As estrias não desaparecem após o parto e seu tratamento ainda é difícil. o uso de emolientes e hidratantes durate a gravidez deve ser utilizado como forma de evitar, mas não garantem que as estrias não vão surgir.
- Alterações vasculares:
Os distúrbios vasculares surgem devido aos elevados níveis de hormônios estrogênicos na circulação materna, formando telangiectasias e o eritema palmar (vermelhidão das palmas das mãos), que desaparecem erspontaneamente entre 6 a 7 semanas após o parto. Outras alterações vasculares são: granuloma piogênico, varicosidades, hemorróidas, edema facial e de pálpebras, tromboses (10% dos casos) e edemas nas extremidades (mãos e pés) em cerca de 50% das gestantes. Todos esses distúrbios vasculares têm tratamento.